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Conceito de Desempenho

Conceito de Desempenho de Materiais de Impermeabilização

Método de Ensaio de Determinação da Resistência à Tração por Compressão Diametral do Concreto

Na resistência à tração de qualquer concreto está incluída a solicitação de compressão.

O ensaio do concreto que se pratica internacionalmente foi idealizado pelo nosso pesquisador Fernando Lobo Carneiro, sendo denominado “Ensaio Brasileiro” ou Brasilian Test, em toda a literatura internacional.

Dispondo-se o corpo de prova da manta asfáltica, na posição indicada, sobre o cilindro de concreto, mostra-se efetivamente o desempenho que a manta asfáltica oferecerá quando sujeita à carga máxima e analisa-se qual é a sua verdadeira resistência.

Por este teste, o concreto e a manta demonstram sua fragilidade e resistência máxima, deixando transparecer suas deformações específicas em um instante genérico, estando implícitas todas as adversidades que envolvem um elemento projetado e executado pelo homem. Ora, partindo do fato de existir uma força que indica a ação que provocará o rompimento sobre um ponto aleatório da estrutura, o sistema de impermeabilização, que se situa entre elementos rígidos, pode modificar-se, mesmo que não se situe bem próximo da área de atuação da força, porém, não permitindo que a água passe.

Sendo a tração uma força que pode provocar uma alongação (separação), ou seja, o afastamento instantâneo em relação à posição de equilíbrio do elemento estrutural, assim também, as tensões de compressão podem deformar o elemento estrutural, pois ao sistema associa-se o calor ambiente. A resposta a essas forças acontece de maneira brusca e imediata, o movimento é em função da energia em um dado momento, e não de uma solicitação lenta para modificar suavemente o macroestado de equilíbrio do elemento.

Para que uma manta asfáltica, comprimida entre materiais rigidos, atenda aos movimentos e tenha desempenho sobre uma laje em estado de tensão, dependerá da sua armadura central e da forma como ela foi colocada sobre a superfície do suporte, para atender ao tempo de duração das forças, que podem variar, sem que se altere o macroestado da impermeabilização.

Como diz o professor José Carlos Süssekind no seu livro CURSO DE CONCRETO, Volume I, “ É inteiramente desprovido de significado falarmos em resistência do concreto a esforço cortante ou torção “.

Assim, exigir resistência à tração, à punção ou forte aderência das mantas asfálticas à base, sem se definir a solicitação a que as mesmas estarão sujeitas, é correr o risco de encarecer e especificar sistemas de impermeabilização descabidos, uma vez que as mantas asfálticas estarão apoiadas (deitadas), confinadas e protegidas entre materiais sólidos e de resistência mecânica maior, como : o concreto, a argamassa, a madeira, etc., que ali estão para se oporem ao ataque das cargas (força), mesmo que seja provocada pela interação entre o meio e o corpo. Nos casos de mantas asfálticas fortemente aderidas, o que se pode dizer é que elas, aplicadas assim, se opõem ao movimento de um sólido (argamassa, por exemplo) sobre outro (o concreto, etc).

Quanto maior for a capacidade de deformação e de alongamento de uma manta asfáltica, melhor será o seu desempenho frente às solicitações da estrutura, não importando qual seja sua resistência à força de tração ou punção.

Por todos os fatores citados, pela experiência e pelo pioneirismo em mantas asfálticas, a Texsa recomenda a não aderência do seu Sistema de Impermeabilização (salvo nos casos de águas confinadas ou quando há pouco peso sobre as mantas), pois as rupturas podem acontecer em pontos múltiplos em uma grande área.

É de se saber que a honestidade de informar melhora a qualidade do trabalho e despreza o corporativismo faccioso.

Texto escrito e proferido por Aimar Gonçalves da Cunha, pioneiro em mantas asfálticas no Brasil, na palestra de 26/08/994. no evento Fehab para o I.B.I. – Instituto Brasileiro de Impermeabilização