Artigos

Áreas de Serviço

Descrições das Áreas de Serviços

ÁREAS FRIAS
São áreas cobertas, não estando sujeitas a grandes movimentações provenientes de variações térmicas (daí o nome áreas frias), onde não há fissuramento que ocasione infiltrações, e a presença da água é ocasional, normalmente para sua lavagem, e onde o escoamento é rápido. Exemplo: pisos de banheiros, cozinhas, áreas de serviço, pequenas varandas etc. Nestas áreas deve-se prever uma impermeabilização delgada, feita por processo de pintura ou a aplicação de manta com espessura de 1.5 mm aderida à base com PLASTICOLA. Desse modo, impedem-se as infiltrações eventuais que ocorreriam durante o curto período entre o início da lavagem e o escoamento total da água.

No caso de boxes, os desníveis em direção aos ralos devem ser bem executados, com superfície lisa, para facilitar a boa aderência do material impermeabilizante. Um cuidado especial deve ser tomado com relação às paredes, onde devemos prever uma barreira de vapor.

Face a todas essas considerações, o sistema de impermeabilização normalmente adotado para essas áreas é o de pintura com EMUPLÁSTICO-P e nas paredes usamos EMUPLÁSTICO-LÁTEX, por ser este último impermeável à água e ao vapor d’água, além de ser de baixo custo. O desempenho é bom, não permitindo que os revestimentos do lado oposto se desprendam e inibindo o aparecimento de mofo e de bolor nas áreas adjacentes. Devido à sua melhor capacidade de atender às solicitações das estruturas, as mantas asfálticas de 3 mm ou de 4 mm também são indicadas para as áreas que exijam maior critério de segurança e durabilidade.

CALHAS

São estruturas coletoras de águas pluviais, normalmente situadas nas coberturas das edificações, ao longo da beirada de telhados, ou para coleta de águas de lajes planas ou inclinadas.

O principal detalhe a ser observado, em relação à impermeabilização dessas estruturas, é que, normalmente, a mesma ficará exposta, devendo, portanto, ser resistente à ação dos raios solares e do ozônio. Para tanto, o material impermeável necessita ser protegido com argamassa ou folha de alumínio. O problema é que, muitas vezes, a seção das calhas não é dimensionada para receber uma impermeabilização com proteção de argamassa , o que leva à necessidade de se usar uma proteção bem delgada, como é a manta de MORDAL ou MORTER-PLAS – ALUMÍNIO, nas quais a proteção já está incorporada industrialmente à impermeabilização. O uso destas mantas economisa tempo de execução e tem melhor desempenho, evitando rachaduras e desprendimentos que ocorrem nos revestimentos de argamassa.

CAIXAS D’ÁGUA, RESERVATÓRIOS E PISCINAS

Todos os reservatórios de água são áreas onde a impermeabilização não pode falhar, devido aos custos e transtornos gerados por infiltrações, bem como ao fato de a água estar sob pressão.

Como são áreas onde a impermeabilização é muito solicitada, devido à estrutura estar sujeita a trincas e fissuras, provenientes de dilatações e contrações térmicas e da carga a que está submetida, o sistema flexível, executado com mantas asfálticas termoplásticas de 4 mm de espessura, é o mais indicado.

Na execução da impermeabilização e no projeto de execução de piscinas, especial cuidado deve ser tomado no detalhamento e execução dos nichos de holofote (quando existentes) e tubulações, de forma a permitir um perfeito acabamento e arremate da impermeabilização, uma vez que os mesmos não podem passar para o interior da piscina, como é feito nos reservatórios de água.

CANAIS DE IRRIGAÇÃO

A impermeabilização de canais de irrigação merece cuidados especiais devido às solicitações a que estará sujeita. O sistema mais indicado é o de mantas asfálticas termoplásticas, por sua grande capacidade de atender a essas solicitações e deformações da base (fundo e talude). A superfície da base deve ser compactada até que adquira a consistência do terreno e apresente um aspecto uniforme, sem ressaltos e sem pedras de efeito cortante que possam comprometer as mantas, quando sofrerem toda a carga de compressão e arraste. De acordo com as características do terreno, é recomendado um tratamento com preparo de herbicida para evitar o ataque de fungos, etc. O procedimento, neste tipo de obra, é o mesmo que nas bacias, diferenciando-se apenas quanto à proteção mecânica das mantas MORTER-PLAS, que é peculiar a cada caso.

A aplicação das mantas deve ser acompanhada e controlada cuidadosamente para evitar falhas, devido às grandes extensões das obras, bem como à dificuldade de manutenção das mesmas. Por fim, a proteção mecânica especificada tem que ser tal que:

w Evite a flutuação das mantas causada por elevação do lençol freático ou por infiltrações pelas laterais.

w Evite as agressões causadas por animais, radiação solar, presença do homem, arraste de materiais contundentes, etc.

JARDINEIRAS

Quando se especificar a impermeabilização de jardineiras, atenção para que a impermeabilização ultrapasse o nível da terra em, pelo menos, 20 cm, para evitar que, durante a rega da jardineira ou possível subida do nível da terra, a água não passe por detrás da manta de impermeabilização.

Quando as jardineiras estão localizadas junto a paredes elevadas, o nível da impermeabilização deve subir, acima do nível da terra, no mínimo 80 cm.

Outro ponto importante a se observar é quanto à estrutura central da manta impermeabilizante, que deve ser de boa resistência às raízes das plantas, para que não sofra perfuração com facilidade. O revestimento do fundo deve ser de cimento e areia, traço 1:3, com espessura mínima de 3 cm, evitando-se assim que a impermeabilização seja atacada pelas pequenas e médias raízes das plantas.

JUNTAS DE DILATAÇÃO ESTRUTURAL

Por serem sujeitas a grandes movimentações e solicitações, essas juntas de dilatação estrutural são pontos críticos que merecem especial cuidado em sua impermeabilização.

O sistema mais indicado é o de mantas asfálticas que atendam aos movimentos de contração e dilatação (abrir e fechar) das juntas, sem rompimento.

No entanto, deve-se observar que, nessas áreas, a impermeabilização seja reforçada, que as mantas sejam apoiadas entre si, e que o adentramento seja de, no mínimo 6 mm e no máximo 12 mm, para o interior da junta, de forma a impedir que “caia” em seu interior e seja cortada quando a junta fechar.

LAJES

As lajes expostas são estruturas que estão submetidas a grandes variações térmicas e que, em decorrência disso, estão em constante movimento (dilatação, contração e vibração) ocasionando trincas e fissuras. Além disso, o avanço da tecnologia na construção civil permite hoje a execução de lajes delgadas e flexíveis que são constantemente submetidas a flexões causadas pelas cargas estáticas sobre elas.

Face a essas considerações, o sistema de impermeabilização a ser especificado deve atender a todos os momentos a que os elementos estruturais estarão sujeitos.

A prática e os anos de experiência nos indicam que o sistema mais adequado para oferecer o desempenho necessário é o de mantas asfálticas termoplásticas não aderidas, pois permite que os elementos trabalhem independentemente, sem afetar as mantas do sistema de impermeabilização.

MUROS DE ARRIMO

A principal função da impermeabilização dos muros de arrimo é impedir que a água natural da terra que está encostada no muro ultrapasse a espessura do mesmo, vindo a aparecer do outro lado, em forma de umidade, bolor, mofo, etc. Para que esta função seja perfeitamente desempenhada, é necessário que seja feita a previsão da impermeabilização e, em alguns casos, do isolamento térmico, durante a execução do muro. Essa impermeabilização pode ser constituída apenas de uma pintura de emulsão asfáltica e o isolamento com placas de isopor e outras. Caso não se tenha feito esta previsão, existem soluções para o problema, mas a um custo relativamente elevado, que têm que ser estudadas conforme a situação local.

PAREDES CEGAS E PARAMENTOS EXTERNOS

As paredes de alvenaria nas habitações dividem atmosferas e separam o ambiente interno do externo. Isto significa que as principais propriedades dos revestimentos das alvenarias devem ser de impermeabilidade às águas projetadas e permeabilidade aos gases dos materiais confinados, isto é, os que revestem as alvenarias. Cuidados especiais devem ser observados nas especificações dos revestimentos. A argamassa de emboço deve ser inorgânica e de traço fraco (1:8) de cimento e areia lavada com granulometria fina, média e grossa, ser aplicada com uma única espessura constante de, no máximo, 2.0 cm, e ter o acabamento feito com desempenadeira de chapa de aço, fina, deixando-a em condições de receber uma pintura do impermeabilizante FLEXCURESOL, controlador da cura da argamassa. Em seguida, receber uma pintura com uma tinta impermeável (TEXTON) de longa duração, que deve ter um peso mínimo, por m2, de 350 gramas, para se obter adequada espessura e ser impermeável às águas projetadas, permitindo que a parede respire.

PONTES E VIADUTOS

A impermeabilização de pontes e viadutos é de grande importância, pelo custo da estrutura, pela sua contínua exposição ao intemperismo, pela difusão dos gases (CO2) para o interior do concreto e pelas cargas variáveis. Desta forma, a especificação de uma impermeabilização segura e duradoura, tem um custo/benefício muito vantajoso, principalmente se levarmos em consideração o custo da obra como um todo. A impermeabilização não só aumenta a vida útil da obra, como também lhe dá maior segurança, protegendo as ferragens do efeito da corrosão que, caso ocorresse, criaria riscos de desabamento, como também um altíssimo custo de recuperação estrutural para sua correção.

Por serem estruturas projetadas para serem flexíveis, sujeitas a grandes cargas estáticas e dinâmicas, bem como sofrerem com variações térmicas que levam a um processo de dilatação e contração, o sistema de impermeabilização mais indicado é o que seja flexível e plástico, de forma a poder acompanhar e atender às altas solicitações da estrutura, sem se romper. Desta forma, as mantas asfálticas termoplásticas, de 4 mm de espessura, são as mais indicadas e de melhor desempenho frente à proteção contra a água e a corrosão.

SAUNA ÚMIDA

É um recinto fechado com atmosfera muito quente entre 60 a 80oC, onde cuidados especiais são necessários, frente à atuação do vapor d’água. Os elementos construtivos estão sujeitos a grandes movimentações provenientes de variações térmicas, e onde pode haver fissuramentos que ocasionam fuga do vapor e infiltrações.

A presença da água é constante e o escoamento é permanente. Nestas áreas, deve-se prever uma impermeabilização com mantas MORTER-PLAS de 3 mm ou 4 mm de espessura na laje de fundo, subindo pelas paredes até a altura de 40 cm. Nas paredes e tetos, a impermeabilização contra o vapor d’água deve ser feita com EMUPLÁSTICO – LÁTEX. Os tetos devem oferecer um declive de, no mínimo, 10% em direção a um dos lados da parede. O revestimento interno sobre os materiais impermeabilizantes deve ser inorgânico, composto de cimento e areia, traço 1:7 e, em seguida, azulejamento. O revestimento externo deve ser constituido por isolante térmico, como emboço e reboco tipo argamassa mineral ARGATEXSA TÉRMICA 1 que, após curado, deve ser pintado com revestimento a cor TEXTON – L, por ser impermeável à água projetada e permeável ao vapor d’água, permitindo que a base respire.

SUBSOLOS, BALDRAMES E POÇOS DE ELEVADOR

Para impermeabilizar um subsolo de forma segura, de modo que não venham a ocorrer problemas ao longo dos anos, devemos formar um invólucro impermeável que envolva toda a estrutura submersa pelo lado de fora, isto é, pelo lado de onde vem a água (ninguém veste uma capa por baixo do paletó). No entanto, é comum a impermeabilização pelo lado interno dos subsolos, simplesmente por não se ter pensado no problema, anteriormente, durante o projeto.

Desta forma, existem dois casos a se estudar para definirmos o tipo de impermeabilização a ser aplicada:

– Impermeabilização pelo lado externo

Este é o caso mais indicado, porque permite a execução de uma impermeabilização mais segura e flexível, independente da estrutura, que atende às solicitações da mesma sem se romper ou rasgar. Neste caso, o uso de mantas asfálticas é o mais indicado.

– Impermeabilização pelo lado interno

Não tendo sido feita a previsão para se executar a impermeabilização pelo sistema de invólucro externo, a melhor solução é a adoção de um sistema semi-rígido pelo lado interno dos elementos estruturais que compõem o subsolo, após desligar as bombas do rebaixamento do lençol freático. O sistema semi-rígido é normalmente composto por uma argamassa impermeável aditivada com um plastificante que lhe confere certa flexibilidade e plasticidade, permitindo, assim, que a mesma seja capaz de vedar as micro-fissuras da estrutura.

As mesmas considerações servem para baldrames, muros de arrimo, poços de elevador, etc.